Conjuntivite

Inflamação ocular viral, bacteriana ou alérgica. Diagnóstico correto evita complicações e uso inadequado de colírios.

Conheça seu médico Dr. Fernando Kamei Oftalmologista especialista em Glaucoma e Catarata Conhecer o médico

A Conjuntivite é a inflamação da conjuntiva — membrana transparente que reveste a parte branca do olho e o interior das pálpebras. É uma das doenças oculares mais comuns em todas as idades, podendo ser infecciosa, alérgica ou química.

Embora frequentemente benigna, a conjuntivite merece atenção: algumas formas são altamente contagiosas, outras podem causar complicações sérias se tratadas de forma inadequada — como o uso indevido de colírios com corticoides.

Quais são os tipos e sintomas?

Conjuntivite Viral — a mais contagiosa

Causada principalmente por adenovírus (resfriado dos olhos). Começa em um olho e frequentemente passa para o outro em 2 a 5 dias.

Não tem tratamento específico — é autolimitada (resolve em 7 a 14 dias). Compressas frias e lágrimas artificiais aliviam os sintomas. Isolamento é fundamental para evitar a disseminação.

Conjuntivite Bacteriana

Causada por bactérias como Staphylococcus aureus, Haemophilus influenzae e, em recém-nascidos, Neisseria gonorrhoeae.

Tratada com colírios antibióticos. Na grande maioria dos casos, melhora rapidamente com o tratamento correto.

Conjuntivite Alérgica

Reação do sistema imune a alérgenos como pólen, ácaros, pelos de animais e cosméticos. É bilateral, crônica ou sazonal, e não é contagiosa.

Tratada com colírios anti-histamínicos, estabilizadores de mastócitos e, nos casos graves, corticoides tópicos por curto período sob supervisão médica.

Conjuntivite Química ou por Irritantes

Causada por contato com produtos químicos, cloro da piscina, fumaça, lentes de contato mal higienizadas ou colírios inapropriados. Não é infecciosa. Irrigação imediata com água limpa e avaliação médica são essenciais.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é clínico — feito pelo oftalmologista com base nos sintomas, tipo de secreção, aparência e histórico do paciente. Em casos atípicos ou recorrentes, pode ser realizada cultura de secreção ou exame de raspado conjuntival.

A diferenciação correta do tipo de conjuntivite é essencial: usar corticoides em uma conjuntivite viral herpética, por exemplo, pode causar danos gravíssimos à córnea.

Como prevenir a conjuntivite infecciosa?

Nunca se automedique com colírios. O uso inadequado de corticoides nos olhos pode causar catarata, glaucoma e infecções graves. Consulte sempre um oftalmologista para o diagnóstico e tratamento corretos.

Perguntas Frequentes

Não. Conjuntivites virais e bacterianas podem ser transmitidas, enquanto a alérgica não é contagiosa. Os sintomas podem se parecer, e a avaliação ajuda a distinguir as causas.

Não. Antibióticos não tratam causas virais ou alérgicas. O uso depende da suspeita e da avaliação. Evite reaproveitar colírios ou usar medicamentos de outra pessoa.

Lave as mãos, evite tocar os olhos e não compartilhe toalhas, maquiagem ou colírios. Higienize objetos de uso frequente e siga as orientações sobre afastamento conforme a situação clínica.

Suspenda o uso e procure orientação, principalmente se houver dor, fotofobia ou baixa visão. Em usuários de lentes, esses sintomas podem indicar comprometimento da córnea e exigem avaliação rápida.

Dor importante, redução da visão, sensibilidade intensa à luz, trauma ou contato com produto químico exigem avaliação urgente. Esses sinais podem acompanhar doenças que necessitam de tratamento diferente.

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