Glaucoma

O glaucoma é uma das principais causas de cegueira reversível. Diagnóstico e tratamento precoce fazem a diferença.


O que é o Glaucoma?

O glaucoma é a principal causa de cegueira irreversível no mundo. No Brasil atinge aproximadamente 900.000 pessoas. Na maior parte dos casos o glaucoma é completamente assintomático: não dói, não arde, não coça, não causa qualquer incomodo. Mas continua destruindo o nervo óptico e, quando é percebido, pouco ou nada pode ser feito para recuperar a visão do paciente.

 Vários fatores contribuem para o aparecimento do glaucoma. Dentre eles, o de maior importância é a pressão intraocular elevada, a qual provoca uma lesão no nervo óptico e consequentemente leva a perda progressiva do campo visual. Perda esta que não conseguimos perceber naturalmente nos estágios iniciais, apenas realizando exames complementares.

Qualquer pessoa pode ser afetada pela doença, mas existem alguns grupos com maior risco, como os idosos, pessoas com histórico familiar de glaucoma na família, negros, míopes e com pressão intraocular elevada.

Tipos de Glaucoma?

Existem três principais tipos de glaucoma, sendo eles: glaucoma primário de ângulo aberto, glaucoma secundário e glaucoma congênito.

O glaucoma primário de ângulo aberto é o mais comum em nosso meio e se comporta assintomático, apresentando sintomas somente no estágio final da doença.

O glaucoma secundário, é secundário a algo que aconteceu. Um exemplo é o glaucoma cortisônico, no qual o uso inadvertido de colírios pode levar a perda visual definitiva pelo aumento da pressão intraocular.

Temos também o glaucoma congênito, enfermidade na qual a criança nasce com glaucoma, e pode ter a visão completamente perdida caso não seja tratada a tempo. Neste tipo de glaucoma o recém nato poderá apresentar alguns sinais, como: olho de tamanho maior, avermelhado e lacrimejamento excessivo.

 

Como saber se tenho glaucoma?

Para o diagnóstico precoce é fundamental a consulta oftalmológica de rotina, na qual o médico oftalmologista irá realizar exames como aferição da pressão intraocular e quantificação da escavação do nervo ótico.

Nos casos em que existe a suspeita, exames como campimetria, paquímetria e tomografia de coerência óptica podem ser solicitados para confirmação do diagnóstico.

O tratamento do glaucoma normalmente é iniciado com base em colírios hipotensores e laser. Já em casos avançados, nas quais os colírios e laser não conseguem manter a pressão intraocular adequada, cirurgias fistulizantes anti-glaucomatosas podem ser realizadas.

Ter sempre em mente que quanto mais cedo for identificada a doença, menores serão os danos causados à visão.

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Tire suas Dúvidas

Perguntas sobre Glaucoma respondidas pelo Dr. Fernando Kamei e Dra. Catarina Kamei

O glaucoma não tem cura, mas tem controle eficaz. Com diagnóstico precoce — colírios, laser (SLT) ou cirurgia — é possível estabilizar a doença e preservar a visão por toda a vida. O problema é que não dói e não dá sintomas no início, por isso exames regulares são fundamentais, especialmente para quem tem histórico familiar.

Sim, o glaucoma não tratado pode causar cegueira irreversível — é a segunda maior causa de cegueira no mundo. A boa notícia é que, com acompanhamento adequado, a grande maioria dos pacientes preserva a visão por toda a vida. O segredo está no diagnóstico precoce e no uso regular do tratamento indicado.

Na maioria dos casos, sim. O colírio controla a pressão do olho mas não cura o glaucoma. Parar por conta própria pode causar aumento de pressão e dano irreversível ao nervo óptico. Em alguns pacientes, o laser (SLT) ou cirurgia podem reduzir ou eliminar a necessidade do colírio — avaliamos isso individualmente em cada consulta.

Sim, embora seja menos comum. O glaucoma congênito ou infantil requer atenção especial. Sinais como olhos grandes ("olhos de boi"), fotossensibilidade intensa — bebê chora muito com luz — e lacrimejamento excessivo devem ser avaliados urgentemente por oftalmologista. O diagnóstico e tratamento precoce são fundamentais para preservar a visão.

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